A Pecuária

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A Pecuária

11 Mar, 2015
Armamar, Pecuária

A caracterização do sector pecuário (propriamente dito) não pode fazer-se sem recurso a indicadores ou fontes oficiais dos organismo ligados ao Ministério da Agricultura ou seus órgãos regionais (zonas agrárias). Esses dados são escassos e desactualizados, relativamente ao concelho.

A metade sul da área do município, com clima, produção, revestimento florestal e diferentes da restante metade (a norte), apresenta características tipicamente beirãs. É uma montanhosa e fria, tradicionalmente vocacionada para a criação de gado, sobretudo ovino e caprino.

A limitação dos baldios (terrenos comunitários), a política de florestação e o abandono progressivo da terra (emigração e envelhecimento natural da população) foram responsável. decréscimo dos criadores ou quantidades dos rebanhos que, no século passado. significativos ou tinham peso na economia dos agregados familiares. Aqui, há que ter em conta as localidades que influenciaram a fixação da população: sede do concelho, Fontelo, São C e São Martinho das Chãs, situadas num eixo aglutinador do espaço e bem definido — a EN 313, a dividir o concelho no sentido NE-SW. A poente, as freguesias de Fontelo e Tões  destacam nos efectivos de ovinos e caprinos. As freguesias de Armamar, Santa Cruz e São Cosmado aparecem isoladas em número de fêmeas reprodutoras destas espécies, de acordo com os dados disponíveis do recenseamento geral agrícola (1989), já citado.

Actualmente o panorama  não será muito diferente.

Realcem-se os  sectores  produtivos de carne e leite de cabra de que sempre se destacou o lugar de Vila  Nova. Zona de excelentes pastagens naturais, o famoso cabrito de Armamar teve aqui origem. A queijaria tradicional de Vila Nova apoiada na tipicidade própria do local e durante séculos entregue ao empirismo das iniciativas (e saberes) dos pastores¬- produtores, é também legenda gastronómica do concelho  e fonte de sobrevivência de agregados familiares da localidade que teimam em manter a tradição( e vocação), um dos parcos recursos da terra com poucas aptidões para outras explorações a não ser  o turismo ambiental. Avizinham-se novos conceitos ou apetência para  aceitar novas tecnologias pela necessidade de competir (livre concorrência), de produzir qualidade e colocar o produto(transformação do leite de cabra) nos mercados. A instalação de unidade industrial de fabrico de queijos (Temilobos) em São Cosmado é prova disso, através da transferencia das técnicas tradicionais para técnicas modernas e por processos mecânicos. Pocilgas(criações de porcos) e estábulos (engorda de bovinos e vacas Leiteiras) conheceram algum incremento nestes últimos anos, apesar do sector também ele em crise, a que não é alheia  a livre circulação dos produtos agroalimentares dos países da comunidade económica europeia. 

As aptidões do concelho para o  sector são excelentes mas não devidamente aproveitadas devidos a outros factores: riscos do investimento, níveis altistas ou encarecimento constante da mão de obra e produtos  correlacionados (encargos das explorações) e circuitos de comercialização desfavoráveis.
O sector agrícola, quase exclusivamente composto por uma população activa envelhecida, necessita de uma renovação e da passagem para uma actividade baseada em empresários agrícolas. A renovação empresarial, tem de se basear em práticas económicas sistemáticas e rigorosas, de forma a modernizar o sector conduzindo ao aumento da produtividade.Embora esta região tenha demonstrado uma dinâmica notável nos investimentos por parte dos jovens agricultores, existem lacunas no âmbito da formação profissional, quer técnica quer de gestão.
A existência da, AFA que por sua iniciativa ou em colaboração com organismos ou serviços oficiais ou privados, nacionais ou estrangeiros,  estabelece protocolos com entidades ligadas à fruticultura ,constitui um factor indispensável para a resolução dos problemas desta região. Nos termos da estratégia estabelecida e dos objectivos definidos , a formação constitui um elemento chave potenciador do esforço de modernização e da melhoria da competitividade do sector frutícola na região, que se posiciona no âmbito da associação como uma medida de apoio à qualificação do recursos humanos envolvidos nas estratégias e objectivos acima enunciados dos seus associados. Como um apoio, quer em termos de esforço de investimento por parte dos operadores do sector.